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Comunidade Carmelo
CARMELO SANTA TERESINHA DO MENINO JESUS (Centro de Barão Geraldo)
Barão Geraldo – Campinas, SP CEP: 13084-970
HISTÓRICO DO CARMELO SANTA TERESINHA
O Carmelo de Santa Teresinha do Menino Jesus é um dos primeiros conventos de carmelitas descalças do Brasil. Foi a primeira fundação do então jovem Carmelo Santa Teresa de São Paulo. Sua fundação tem raízes no desejo de muitas pessoas campineiras que sonhavam com um Carmelo em sua cidade e, principalmente, na aspiração do então Arcebispo de Campinas, Dom Francisco de Campos Barreto (1877 - 1941). Desde o início do seu ministério episcopal na Diocese de Campinas, em 1920, ele desejava colocar os seus Padres e toda a diocese à sombra da oração e sacrifício das Carmelitas.
Atendendo ao desejo de Dom Barreto, entra no Mosteiro Santa Teresa de São Paulo, a campineira que se chamaria Irmã Rita de Jesus Crucificado. Esta, ao fazer sua profissão solene a 20 de janeiro de 1925, doou sua herança paterna ao futuro Carmelo de Campinas, confiando-a ao próprio bispo, Dom Barreto.
No dia 4
de novembro de 1925, a futura fundadora, Irmã Ângela de Jesus, faz sua
profissão solene e recebe de seus pais, na ocasião, um terreno, o qual
também foi doado para o futuro Carmelo de Campinas.
Dom Francisco de Campos Barreto, em 1926, viu chegar o momento oportuno para a tão almejada fundação. Voltou-se então para Santa Teresinha, recentemente canonizada, que já espalhava suas rosas de graças sobre o mundo inteiro. Como ele próprio fora favorecido com uma graça em favor de um de seus irmãos, prometeu a Santa Teresinha que o mosteiro a ser fundado teria o seu nome. Entregando-lhe a causa, fez a seguinte oração: “Vou empregar todos os meios para fundar um Carmelo em minha Diocese; sei que vou tentar uma empresa difícil, ele será vosso: Fundai-o se for para a glória de Deus, pois caso contrário, prefiro desistir.”
Santa Teresinha (1873 – 1897)
Por esse tempo, Dom Barreto recebeu
a visita de Dom Duarte Leopoldo e Silva, Arcebispo de São Paulo, e
fez-lhe o pedido de algumas religiosas carmelitas descalças para a
sonhada fundação. Por sugestão do Monsenhor Alberto Pequeno, Dom
Duarte, que a princípio hesitou em atender o pedido, prometeu a Dom
Barreto ceder-lhe as três carmelitas campineiras que se encontravam no
Carmelo Santa Teresa, em São Paulo. Procurou, então, Madre Raimunda
dos Anjos (1895 - 1966), obtendo dela as devidas orientações.
Encaminhou à Santa Sé o pedido de fundação e recebeu a licença
datada de 24 de julho de 1926. Ele cedeu uma das casas da diocese para
servir provisoriamente de convento. Dom Barreto dirigiu pessoalmente e
participou da arrumação da casa: os poucos móveis, objetos e celas.
Responsabilizou-se por prover materialmente o Carmelo até que se
tornasse auto-suficiente. Durante todo o seu ministério episcopal,
mesmo em meio às responsabilidades e ocupações, sempre reservou tempo
para suas visitas, pregações e conferências. OS PRIMEIROS TEMPOS
As três carmelitas campineiras eram: Irmã Rita de Jesus Crucificado (1892-1963), Irmã Cecília da Santa Face (1894-1981) e Irmã Ângela de Jesus (1896-1988). As três haviam feito recentemente a profissão solene e, a mais nova, Madre Ângela de Jesus, foi nomeada priora com apenas dez meses de profissão e 29 anos de idade.
O Carmelo Santa Teresa, na pessoa
de Madre Raimunda dos Anjos, assumiu com generosidade o empreendimento.
Instruiu e preparou principalmente aquela que assumiria o priorado e
providenciou todo o material necessário para a casa nos primeiros
tempos. O ingresso na casa provisória
deu-se na festa de São Mateus, no dia 21 de setembro de 1926. Madre Ângela,
sustendo nos braços uma imagem de Nossa Senhora do Carmo (presente de despedia de Madre
Raimunda) entrou na casa dando início ao novo Carmelo de Santa
Teresinha do Menino Jesus. No dia 24 de setembro, festa de
Nossa Senhora das Mercês, deu-se a solene inauguração e fechou-se a
clausura. A fundação foi iniciada com apenas uma postulante que não
perseverou. A primeira festa de Santa Teresinha, dias depois, já foi
celebrada com grande solenidade, neste que foi o primeiro Carmelo
brasileiro que a teve por titular. Logo de princípio, as fundadoras
puderam levar uma vida regular. Dom Barreto começou, então, a tratar
da construção do novo mosteiro. A maioria das doações era recebida
das famílias das fundadoras e das Irmãs que entravam. Com tal convergência de recursos
foi possível edificar uma primeira ala do mosteiro definitivo e a
Igreja, ocorrendo a mudança no dia 31 de dezembro de 1927. A primeira
missa e bênção solene da nova casa foram presididas por Dom Barreto,
na manhã do dia 1º de janeiro de 1928. A cada 1º de janeiro a
comunidade renova, até o presente, a consagração ao Sagrado Coração
de Jesus.
O atual convento, localizado no Centro do Distrito de Barão Geraldo, foi construído em 1984. A inauguração solene foi realizada no dia 19 de outubro de 1986. Hoje é constituído de treze Monjas, três Irmãs Externas e uma Postulante.
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