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Comunidade Santa Paulina
SANTA PAULINA (Jardim Alto da Cidade Universitária)
HISTÓRICO DA COMUNIDADE
A pedido dos moradores do Bairro Jardim Alto da Cidade Universitária, no dia 20 de dezembro de 2001, o atual pároco, Padre José Luís Araújo, realizou uma missa campal no bairro com a presença de dezenas de fiéis. Na ocasião, Padre José Luís sugeriu que fosse criada uma nova comunidade naquele local. Os moradores, que até então participavam das celebrações na Comunidade Santa Teresinha, no Bairro Guará, aderiram à idéia e começaram os trabalhos de preparação. A primeira missa celebrada na Comunidade foi realizada no dia 24 de fevereiro de 2002, no jardim da residência do casal Roberto e Lúcia. Na época, ainda não havia sido definida a padroeira da comunidade. Os fiéis se reuniam na residência dos próprios moradores. Mais tarde, definiu-se a residência do casal Ademir e Ivone, como sede da nova “capelinha”, carinhosamente chamado o novo espaço para as celebrações.
No dia 19 de maio de 2002, foi realizada a missa de Pentecostes, na residência do casal Valdir e Maria do Rosário. Ao término da celebração, comemorando o dia da canonização da Madre Paulina no Vaticano, pelo Papa João Paulo II, foi escolhida a padroeira da comunidade: Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus. A partir da nomeação da padroeira, foi dado início à formação das pastorais do canto e da liturgia.
No início das atividades, a comunidade contou com o importante apoio da Comunidade Santa Teresinha, que colocou à disposição suas equipes de liturgia, de canto e os Ministros da Palavra que presidiam as celebrações, bem como todo material para os mesmos.
Hoje a comunidade já conta com um grupo de jovens, pastoral do dízimo, da liturgia, do canto, ministros da palavra e grupos de terço. Bingos e bazares proporcionam a renda necessária para a manutenção da “Capelinha”.
No dia 21 de setembro de 2003, a comunidade realizou a sua primeira quermesse. O sucesso dessas atividades é o resultado mais concreto da doação e da dedicação dos colaboradores e fiéis. No dia 9 de julho é comemorado o Dia de Santa Paulina.
HISTÓRIA DE SANTA PAULINA
Amábile Lúcia
Visintainer nasceu em Vigolo Vattaro (Trento, Itália), em 16 de dezembro
de 1865. Devido à grande crise econômica do Sul-Tirol, em 25 de setembro
de 1875, emigrou com sua família e com muitos outros tiroleses, hoje
trentinos, para o Brasil. No Estado de Santa Catarina, no atual
município de Nova Trento, deram início à localidade de Vigolo, onde aos
14-15 anos, Amábile e sua amiga Virgínia Rosa Nicolodi, começaram a
cuidar dos doentes, do catecismo e da limpeza da capela São Jorge.
Em 12 de julho de 1890, junto com a amiga Virgínia, Amábile acolheu e cuidou de Ângela Lúcia Viviani, gravemente doente de câncer, dando início à Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, aprovada pelo Bispo Dom José de Camargo Barros, em 25 de agosto de 1895.
Na profissão religiosa, Amábile
assumiu o nome de Irmã Paulina do Coração Agonizante de Jesus. Guiou com
simplicidade e sabedoria a Congregação, como Fundadora e
Superiora-Geral, fundando escolas, hospitais, educandários e lares
geriátricos. Em 1903, deixou Nova Trento para cuidar dos velhos
ex-escravos e de seus descendentes órfãos em São Paulo, SP. Demonstrou
obediência e humildade heróicas, em 1909, quando foi destituída do cargo
de Superiora-Geral e enviada a Bragança Paulista para trabalhar com os
doentes e idosos, sem poder nunca mais ocupar cargo algum na
Congregação. Viveu, portanto, 33 anos como simples religiosa, até sua
morte, em 9 de julho de 1942.
Servir foi o desafio que Santa Paulina acolheu e se repete ainda hoje. As Irmãzinhas buscam servir com simplicidade, humildade e vida interior, sendo expressão de serviço e testemunho do Evangelho.
Entre as muitas graças recebidas
por intercessão de Madre Paulina, uma das mais importantes para o
processo de beatificação foi a cura de Eluiza Rosa de Souza, uma mulher
que tinha um sério problema de hemorragia uterina. Outro caso importante
para a causa da santificação foi a cura da menina Bruna, curada de um
tumor "do tamanho de uma laranja", em 1992, segundo consta do processo,
quando era ainda recém-nascida.
A própria Irmã
Célia Cadorin, que conduziu todo o processo junto ao Vaticano, se
considera uma abençoada por Madre Paulina. Célia conheceu a Madre quando
entrou para o convento de Nova Trento, aos 13 anos. Como conseqüência de
uma queda, machucou seriamente um dos braços, curado em menos de 24
horas graças ao contato com um prego retirado do caixão onde repousava a
beata Paulina.
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