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Comunidade Santa Teresinha

 

 

COMUNIDADE SANTA TERESINHA

(Guará)

 

  • Horário de Celebração: Sábados às 19:30h.

 

  • Endereço: Rua Aldo Grigol, 365

   Guará – Campinas, SP

   CEP: 13085-010

 

  • Coordenação: Jandira e José Carlos F: 3257-0293

 

Vista  da Igreja e do Altar

 

Vistas do Salão Comunitário

 

HISTÓRICO DA COMUNIDADE

 

Em 1977, tendo participado do Cursilho de Cristandade daquele ano, um morador do Bairro Guará tomou a iniciativa de organizar um grupo de fiéis e construir uma Capela, a princípio em sua própria chácara. O proprietário de uma outra chácara do bairro cedeu um espaço em sua propriedade para a realização dos encontros de catequese. Aquele local serviu de ponto de encontro da comunidade durante quase quatro anos.

 

Igreja de Santa Teresinha, em 2003.

 

O pároco da época, Padre Gilberto Edison Schneider, encaminhou ao Sr. Genovois uma solicitação de doação de um pequeno espaço em sua propriedade, o Sítio Santa Margarida. A doação do terreno foi concretizada e, como homenagem ao proprietário da terra, de origem francesa, foi escolhida a Padroeira da Comunidade: Santa Teresinha do Menino Jesus. A partir daí, diversos moradores se empenharam na construção da capela. A princípio, foi construído um barracão, aos fundos do terreno, para as reuniões da comunidade.

 

Primeira celebração realizada na casa da Família Grigol.

No dia 2 de agosto de 1982, foi lançada a Pedra Fundamental da Igreja. Foram construídas, também, três salas para os encontros de catequese. Aos poucos, com o empenho e dedicação dos moradores, o primeiro barracão foi demolido e a atual capela foi construída. Algum tempo depois, foi construída a cozinha e a dispensa, concluindo assim o que hoje existe.

 

 

A HISTÓRIA DE SANTA TERESINHA

 

Teresa Martin nasceu em Alençon, França, no dia 2 de janeiro de 1873. Dois dias mais tarde, foi batizada na Igreja de Notre Dame, recebendo o nome de Maria Francisca Teresa. Seus pais foram Luis Martin e Celia Guérin, ambos veneráveis na atualidade. Após a morte de sua mãe, em 28 de agosto de 1887, Teresa mudou-se com toda a sua família para Lisieux.

 

No final de 1879, recebeu pela primeira vez o sacramento da penitência. No dia de Pentecostes de 1883, recebeu a graça especial de ser curada de uma grave enfermidade pela intercessão de Nossa Senhora das Vitórias (A Virgem do Sorriso). Educada pelas Beneditinas de Lisieux, recebeu a primeira comunhão no dia 8 de maio de 1884, depois de uma intensa preparação, culminada por uma forte experiência dE graça da íntima comunhão com Cristo. Algumas semanas mais tarde, em 14 de junho do mesmo ano, recebeu a Confirmação, com plena consciência de acolher o Espírito Santo mediante uma participação pessoal na graça de Pentecostes.

 

Seu desejo era abraçar a vida contemplativa, igual às suas irmãs Paulina e Maria, no Carmelo de Lisieux, porém, sua tenra idade a impedia. Durante uma viagem à Itália, depois de visitar Santa Casa de Loreto e os lugares da Cidade Eterna, em 20 de novembro de 1887, na audiência concedida pelo Papa Leão XII aos peregrinos da Diocese de Lisieux, pediu ao Papa, com audácia filial, autorização para poder entrar no Carmelo aos 15 anos.

 

Em 9 de abril de 1888, ingressou no Carmelo de Lisieux. Recebeu o hábito em 10 de janeiro do ano seguinte e fez sua profissão religiosa em 8 de setembro de 1890, festa da Natividade da Virgem Maria.

Iluminada pela palavra de Deus e provada especialmente pela enfermidade de seu querido pai, Luis Martin, que faleceu em 29 de julho de 1894, iniciou o caminho para a santidade, inspirada na leitura do Evangelho e pondo o amor no centro de tudo. Teresa nos deixou em seus manuscritos autobiográficos, não só as lembranças de sua infância e adolescência, mas também o retrato de sua alma e a descrição de suas experiências mais íntimas.

 

Santa Teresinha: Doutora da Igreja.

 

 

Em 9 de junho de 1895, na festa da Santíssima Trindade, ofereceu-se como vítima imolada ao Amor misericordioso de Deus. Nesta época, escreve o Primeiro Manuscrito Autobiográfico, que entregou a Madre Inês, no dia de seu onomástico, em 21 de janeiro de 1896.

 

Alguns meses mais tarde, em 3 de abril, durante a noite de quinta para sexta-feira santa, teve uma hemoptise, primeira manifestação da enfermidade que a levaria à morte, e ela a acolheu como uma misteriosa visita do Esposo Divino. Então, entrou em uma prova de fé que duraria até o final de sua vida, e dela oferece um testemunho emotivo em seus escritos. 

 

Durante o mês de setembro, conclui o Manuscrito B, que ilustra de maneira impressionante o grau de santidade ao qual havia chegado, especialmente pela descoberta de sua vocação no coração da Igreja. Enquanto piora sua saúde e continua o tempo de prova, no mês de junho, começa o Manuscrito C, dedicado a Madre Maria de Gonzaga. Entretanto, novas graças a levam a amadurecer plenamente na perfeição e descobre novas luzes para a difusão da mensagem na Igreja, para o bem das almas que seguirão seu caminho. 

 

No dia 8 de junho, é transferida para a enfermaria, onde outras religiosas recolhem suas palavras quando suas dores e provações se tornam mais intensas e enquanto suporta com paciência até a chegada de sua morte, acontecida na tarde do dia 30 de setembro de 1897. "Eu não morro, entro na vida", havia escrito a seu irmão espiritual, o missionário Padre Mauricio Belliére. Suas últimas palavras, "Deus meu, te amo", selaram uma vida que se extinguiu da terra, aos 24 anos.

 

Foi canonizada por Pio XI, em 17 de maio de 1925. O mesmo Papa, em 14 de dezembro de 1927, a proclamou Padroeira Universal das Missões, junto com São Francisco Xavier. Sua doutrina e seu exemplo de santidade têm sido recebidos com grande entusiasmo por todas as categorias de fiéis deste século, e também além da Igreja Católica e do Cristianismo.

 

Por ocasião do Centenário de sua morte, o Papa João Paulo II a declarou Doutora da Igreja, pela solidez de sua sabedoria espiritual inspirada no Evangelho, pela originalidade de suas intuições teológicas, nas quais resplandece sua eminente doutrina, e pela acolhida em todo o mundo de sua mensagem espiritual, difundida através da tradução de suas obras em mais de cinqüenta línguas diversas. A cerimônia da Declaração ocorreu em 19 de outubro de 1997, precisamente no Domingo em que se celebra o Dia Mundial das Missões.

 

 

 

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