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Comunicação

 

 

 

 

Estamos na "era da informação". "Evangelizar é comunicar", diz o Documento de Puebla. A comunicação é prioridade para a Igreja Católica. Os bispos brasileiros, no documento 59 da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) - Igreja e Comunicação Rumo ao Novo Milênio -, estabeleceram a meta de "implantar até o ano 2000 uma equipe de Pastoral da Comunicação em cada paróquia". 

 

Esse documento diz que o conceito de comunicação deve centrar-se na comunidade. A comunicação é uma relação participativa e circular. Ela se dá por meio da produção, emissão, recepção e circulação de mensagens. As pessoas que se comunicam podem ser identificadas como emissores e receptores. A comunicação humana existe quando a pessoa expressa o que é, o que quer revelar e se dispõe ao acolhimento do outro. As duas atitudes fundamentais desse processo são a escuta e o diálogo. Quando existem essas atitudes, há sintonia no uso de linguagem comum e existe um canal, acontece o processo de comunicação. O canal pode ser de linguagem falada, escrita ou visual. O retorno é o elemento essencial no processo de comunicação. A resposta dá caráter participativo à comunicação. A comunicação participativa reconhece que a palavra pertence a todos, que ela é direito de todos e que todos são sujeitos no processo.

 

TIPOS DE COMUNICAÇÃO NAS COMUNIDADES

Há vários tipos de comunicação humana. Todos os tipos são importantes. Cada um tem sua expressão e força peculiar.

 

  • Intrapessoal - é a comunicação da pessoa consigo mesma e com seu ambiente físico, psíquico, cultural e espiritual. É o diálogo da pessoa com seu coração, sua consciência. A comunicação intrapessoal é importante, pois só por meio dela a pessoa chega a uma consciência crítica, a uma revisão de vida.

 

  • Interpessoal - é a conversa, o diálogo, que pode ser face a face, à distância (carta, telefone), verbal (falada ou escrita) e não verbal (gestos, desenhos, sons, silêncio).

 

  • Grupal - é a comunicação que acontece, por exemplo, em encontros ou reuniões onde todos os presentes participam do diálogo, sendo emissores e receptores.

 

  • Comunicação comunitária - é o tipo de comunicação que mantém vivos os laços de união e participação das pessoas em projetos comuns e que cria "consciência comunitária". Maior que o grupo, a comunidade (pessoas que vivem numa mesma região, e que comungam os mesmos ideais) exige formas de comunicação, tais como boletim, jornal, rádio comunitária, entre outros.

 

  • Comunicação social - o acréscimo do adjetivo social à palavra comunicação dá conta do fato de o processo de comunicação se realizar por meio dos grandes meios (televisão, rádio, cinema, imprensa), e com grande público. Neste tipo de comunicação, no mundo atual, há uma certa ruptura entre o emissor e o receptor. O emissor, normalmente, é uma empresa ou organismo e o receptor é um público heterogêneo e anônimo. Isto dá características e dimensões diferentes à comunicação social em relação aos tipos de comunicação, acima identificados. 

 

A partir da atitude de escuta e diálogo, a comunicação interna se desenvolve por um processo amplo e diferenciado de relações participativas, que se articulam em níveis, meios e processos variados. Esta comunicação envolve comunidades, pastorais, organismos, conselhos, assembléias e demais processos comunicacionais da paróquia.

 

O documento 59, nº 12, propõe a necessidade de revisão das formas e posturas de comunicação no espaço das comunidades, paróquias e diocese, na perspectiva de um processo de avaliação permanente. É por aí que começa, normalmente, a missão da Pastoral da Comunicação.

 

A Pastoral da Comunicação é a ação organizada, em diversos níveis (comunidade, paróquia, diocese), em vista da comunicação interna da Igreja como um todo, e a sua comunicação externa, através dos diversos meios de comunicação da sociedade. A Pastoral da Comunicação, na dimensão interna, é a atitude e o processo de ser e estar em comunicação por meio da produção e circulação de simbólicos que tornam possível o inter-relacionamento e o diálogo entre pessoas, grupos, serviços, organismos e comunidades. Em segunda instância, a Pastoral da Comunicação envolve os meios de comunicação social e a relação com os empresários, profissionais e trabalhadores destes meios. A Pastoral da Comunicação desenvolve ações que colocam a paróquia em comunicação entre suas comunidades, grupos, pastorais, organismos e agentes nos múltiplos processos comunicacionais, como catequese, visitas, homilias, reuniões, festas, liturgias, ações conjuntas, assembléias, pastorais, entre outros.

 

A Pastoral da Comunicação na Paróquia Santa Isabel está no inicio de suas atividades, porém, engajada e consciente das necessidades de sua atuação para o desenvolvimento contínuo das pastorais e movimentos.

 

Contato com a Pastoral da Comunicação:

Site da Paróquia: Marina G. Boldrini e Mauricio C. Rodrgues

pascom@paroquiasantaisabel.org.br

 

 

 

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